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Certezas Instáveis O Sitio Florianópolis SC

junho 8, 2017

Montagem da exposição Certezas Instáveis de Angella Conte

em O Sitio Arte e Educação-Florianópolis SC

O Sitio Arte e Educação-Florianópolis

                                                        montagem da instalação Tarjas



 

Exposição Certezas Instáveis

Angella Conte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abertura da Exposição Certezas Instáveis

Angella Conte

 

 

 

Palestra com a Artista

 

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Certezas Instáveis exposição de Angella Conte-O Sitio

maio 25, 2017
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entrevista de Leticia Kapper-O Sitio

maio 25, 2017

http://ositio.com.br/artes-visuais/certezas-instaveis-de-angella-conte/

Por Letícia Kapper

A artista contemporânea Angella Conte, paulista radicada na Capital, está com exposição “Certezas Instáveis” no Sítio Local Digital.  A mostra conta com 7 obras, algumas inéditas, como a “Limiar”, obra audiovisual que mostra de perto a queda d’água Garganta do Diabo (Cataratas do Iguaçu).  A exposição fica aberta até 14/6 e pode ser vista das 16h às 21h, de segunda a sexta.

Ela também está com sua obra em destaque no Espaço Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, com a exposição Terra Nua, que fica até 29/7 no local.

As duas exposições giram em torno da relação do homem com o meio em que vive.

A Angella Conte tem para si que o artista e a obra são um só. A trajetória dela demonstra que sim. Confira a entrevista.

 

Quando e como começou sua trajetória na arte?

Desde que eu me conheço por gente eu faço alguma coisa em relação a arte. A minha mãe era professora de desenho e pintura, ministrava aula em casa. Então, a minha vida toda eu transitei entre livros, pincéis, telas. Na adolescência, eu tinha mania de desenhar a minha própria roupa. Naquela época, não tinha muito aquela coisa de comprar a roupa pronta, se mandava fazer na costureira. Eu sempre tive muita habilidade manual: passei pelo bordado, cerâmica, vidro, pintura, desenho, depois os desenho acadêmico e o arquitetônico. Até que eu descobri a escultura e me apaixonei. Esculpi durante 10 anos. Eu trabalhava o mármore. Em 2004, é que houve uma transição e eu passei a tentar novos materiais.

Você usa vários suportes para se expressar. Nos fale um sobre esses caminhos que percorre em seu processo criativo.

Geralmente pego algum assunto que me atrai ou que me incomoda e parto para materializar esse projeto, independente do suporte. Estou mais interessada em como aquela minha ideia vai chegar no fruidor, se eu vou passar a mensagem que eu quero passar ou não. Daí eu escolho a melhor forma. Pode ser fotografia, pode ser vídeo, objeto. Não importa o suporte, o que importa é a ideia.

Na sua obra é muito forte a temática relação do homem e natureza. Isso te inquieta ou atrai?

O trabalho e o artista é uma coisa só. E eu sempre tive uma preocupação muito grande como o meio ambiente. Eu tenho 5 filhos e desde que eram pequenos eu tinha uma preocupação muito grande. Antigamente, ninguém falava de separação de lixo, por exemplo, e eu já separava o meu e levava todo o fim de semana na cidade Universitária de São Paulo, que era o único lugar que tinha a separação de lixo. Falo em 1977, por aí. Hoje meus filhos são todos adultos e eles lembram disso, que eu ficava guardando aquele monte de lixo reciclável porque eu não colocava no lixo comum.

Quando eu passei a trabalhar o mármore eu nunca cheguei numa canteira e escolhi o bloco. Sempre trabalhei com a sobra da indústria. Depois quando eu mudei, a partir da pesquisa de novos materiais, comecei a fazer novos objetos com objetos que as pessoas, de alguma maneira, deixavam de usar. Não era o reciclável, mas sim uma cadeira que eu encontrava na caçamba, um material que, por algum motivo, a pessoa não usava mais e daí passei a fazer com essas sobras novos objetos. Sempre foi uma coisa de reutilizar. E agora, nos vídeos, faço a relação do homem com o meio ambiente. Não de uma forma ativista, mas comportamental.  A forma como ele lida com o meio ambiente, com a cidade, com seus entulhos, as marcas que deixa na cidade. É um recado meio sútil. Não tenho a intenção de mudar nada, nem sou ninguém para fazer isso, mas é a forma que eu tenho de mostrar como eu penso.

Pode falar um pouco sobre o vídeo do projeto Reocupação…

A pesquisa foi a seguinte: o homem destrói, constrói, abandona e a natureza silenciosamente reocupa o lugar que sempre foi seu. Em vários lugares que eu fui, que eu vou, onde tem essa interferência da arquitetura, da vegetação, da natureza tentando reocupar – como nessas casas abandonadas onde você vê a vegetação tomando conta das ruínas -, eu registrei e ainda registro. O vídeo, com a performance, foi numa praça em São Paulo e chama-se Sou tudo que vive além de mim. Nele, coloco tarjas de luto nas árvores como se a natureza guardasse o seu próprio luto em relação ao homem. Os objetos de feltro, que também estão nesta exposição no Sítio -Certezas Instáveis – são as tarjas que eu usei para a performance, que viraram pequenos objetos.

Você se coloca na sua arte, falo de sua imagem mais precisamente. O que te motiva?

A pessoa mais indicada para mostrar o que eu quero transmitir sou eu. É por isso que eu faço as performances. E também é a forma que eu tenho de naquele momento eu ser o outro. Ao final do vídeo Sou tudo que vive além de mim, no qual eu faço a performance, o ser humano que está ali (que sou eu – a artista) veda os olhos e amarra as mãos. É assim que eu vejo o posicionamento do homem. Vivemos num mundo capitalista, tudo é progresso, e eu acho que algumas coisas ficam para trás. E quem vai colher somos nós. Colhemos tudo o que plantamos.

Por que Certezas Instáveis?

Em 2009, eu fiz um trabalho, em São Paulo, no Museu Octávio Vecchi, no Dia Mundial da Água. Fiz vídeo, vídeo instalação, fotografia, vários trabalhos, todos com tema água. Uma instalação dentro do museu era com a imagem do rio de Piracicaba, muito famoso pelo grande volume de água. Nela, havia o vídeo com o volume imenso de água correndo e, saindo dessa projeção, havia círculos de espelho no chão que refletiam a água do vídeo, mas numa representação de um rio seco. Em 2009, o volume do rio era enorme, maravilhoso, mas aquele era um questionamento sobre como ele seria no futuro. Coincidentemente, ou não, em 2014, na grande crise hídrica, esse rio de Piracicaba secou. Morreram milhares de peixes.

E essa cachoeira linda maravilhosa que está aqui, na obra Limiar, até quando estará lá? Até quando será uma certeza? Por isso Certezas Instáveis. Cabe a nós, que somos habitantes do Planeta Terra decidir isso. Como vamos cuidar disso.. é sempre um pergunta. Tento sempre levantar essa reflexão.

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Certezas Instáveis-O Sitio-Florianópolis

maio 17, 2017

“Certezas instáveis”

Angella Conte

A noite do dia 25.5 terá vernissage da exposição “Certezas instáveis”, de Angella Conte – a partir das 19h, e palestra Processos Criativos, às 21h, com entrada gratuita.

As aspirações da produção de Angella Conte se encontram na inter-relação criada entre o indivíduo e seu meio, pautando suas histórias, trocas e resquícios. A partir deste pensamento, surgem as questões que dão corpo aos projetos. O resultado final pode ser objeto, fotografia, instalação, vídeo, intervenção ou performance. Em “Certezas Instáveis”, tudo isso está presente. A exposição segue até 14.6 – 17h às 21h – de terça a sexta.

 

Sitio
Rua Francisca Luisa Vieira, 53, Lagoa da Conceição
Florianópolis 
Tel (48) 3065-5792
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Terra Nua – exposição de Angella Conte

maio 7, 2017

Angella Conte celebra 20 anos de trajetória com exposição na

Oficina Cultural Oswald de Andrade

TERRA NUA

curadoria Agnaldo Farias

A Oficina Cultural Oswald de Andrade tem o prazer de apresentar, a partir de 13 de maio, das 15h às 19h, a exposição “Terra Nua”, da artista paulista Angella Conte. A mostra, que tem curadoria de Agnaldo Farias, celebra os 20 anos de produção da artista e contempla trabalhos que narram sua trajetória, incluindo obras importantes para o desenvolvimento de sua linguagem, além de trabalhos inéditos, exibidos pela primeira vez.

Ocupando as duas salas expositivas do espaço, são exibidas esculturas, fotografias, objetos, colagens, e videoinstalações com intuito abordar a heterogênea produção da artista e apresentar questões recorrentes presentes em sua produção, como reflexões acerca da noção de paisagem, do corpo como dispositivo e sua relação com o espaço, assim como questões sócio-políticas. Uma das salas é ocupada com uma videoinstalação inédita de grandes proporções, “Ir e Vir”. A obra é composta por 15 vídeos que registram deslocamentos, (registrados pela artista refazendo estes trajetos que centenas de pessoas fazem diariamente se locomovendo de um ponto ao outro em suas rotinas) questionando a paisagem em seu viés conceitual – memória, deriva, ficção e realidade.

Tendo a memória e o tempo com matéria prima, Angella junta lembranças com objetos e espaços, retraça os mesmos caminhos de diferentes maneiras e cria novas experiências, novos espaços e novos objetos. O trânsito entre arte, realidade e ficção também é abordado nas diversas colagens fotográficas que marcam a pesquisa da artista sobre a imagem. Suas combinações de corte seco, feitos de modo proposital, criam paisagens construídas isentas de ordem cronológica e geografia.

 

Exposição “Terra Nua”, de Angella Conte

Curadoria de Agnaldo Farias

Abertura: 13 de maio de 2017, das 15h às 18h

Período expositivo: 13/05/17 a 29/07/17

 

Conversa com artista e curador: 24/06/17, às 15h

Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade

Bom Retiro: r. Três Rios, 363

próximo à estação Tiradentes do Metrô

tels. (11) 3222-2662 / 3221-4704

Seg. a sex., 10h/20:30h; sáb., 10h/18h.

www.oficinasculturais.org.br


 

A exposição


 

Abertura da exposição dia 13/05/2017


 

 

Montagem da exposição 

 

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Duchamp no Aquário

março 24, 2017

Evento que acontece em Coimbra-Portugal dia 25 de março de 2017

Participo com o trabalho
“Aquário”
vídeo 1’04”in looping
2011

Performance: Benvinda Araújo, Carmo Almeida, Filomena Praça, Maria Clara Maia
Dança / dance: Maria do Mar
Video: Angella Conte, Marzio Mirabelle, Barbara Fougère-Danezan, Collete Copeland
Produção / prodution: José Vieira e Sérgio Gomes
Apoio / support: Casa da Esquina, Câmara Municipal Coimbra
Organização / organization: Projecto Viedeolab

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Vídeos-Experimentos 3 – Havana-Cuba

março 14, 2017

Começando o calendário de exposições de 2017.
Convido a todos que estiverem por perto a visitarem a exposição em Havana, Cuba que abrirá dia 04 de abril.
Todos convidados!